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https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/31545| Tipo: | Monografia de Especialização |
| Título: | Sujeito definido pelo trabalho: como o discurso da cultura promove a escravidão voluntária na sociedade do desempenho |
| Autor(es): | Santos, Renan Peres Rêgo |
| Primeiro Orientador: | Jungk, Isabel Victoria Galleguillos |
| Resumo: | No início do século XXI, trabalho é central na sociedade ocidental. Com os avanços tecnológicos se poderia acreditar que a humanidade atingiria uma vida mais satisfatória, com conforto e abundância de recursos. Porém, a depressão é considerada a doença do século, e a miséria está longe de ser erradicada. O sujeito trabalha cada vez mais e se auto-oprime. A sociedade do desempenho cobra cada vez mais eficiência, numa vida acelerada, multitarefas, sempre em busca da melhor performance. O imperativo cultural da busca do sucesso a todo custo na sociedade de consumo significa: trabalhar, produzir e acumular coisas. Neste cenário, nasce uma espécie de escravidão voluntária: sujeitos submetidos a rotinas desgastantes, ambientes insalubres, e uma vida de insatisfação psíquica. Para explicar o que levou a essa conjuntura, neste estudo são expostos conceitos que definem o trabalho e como ele evoluiu até os dias atuais, abordando suas principais transformações, com enfoque nas relações de trabalho sob o ponto de vista de autores como Ricardo Antunes, Christophe Dejours e Carlos Roberto de Oliveira. Buscando compreender o que move os sujeitos a se manterem neste ciclo de sofrimento, analisa-se a forma como os discursos passados e atuais contribuem para uma cultura de trabalho que escraviza os sujeitos por meio de ideologias como a da performance, da meritocracia e do gozo do sucesso, através das reflexões de Sigmund Freud, Erich Fromm, Juan David Nasio e Byung-Chul Han. São expostos alguns dos sintomas gerados, e são analisados os impactos do modelo social contemporâneo na servidão e privação do próprio tempo pelo trabalhador, e em como a profissão se torna objeto de desejo, com suas inevitáveis consequências para a saúde do corpo e da mente. Ao final, busca-se mostrar que o trabalho degradante aparece como derivado das máximas que foram adotadas ao longo desse curso civilizacional, mas que uma saída pode ser proposta. A transformação do caráter social, por meio de novas estruturas e crenças que privilegiem o modo ser de viver, ao invés do modo ter, baseado apenas em conquistas materiais, poderão alterar o padrão vigente a fim de construir novos caminhos satisfatórios, do ponto de vista psíquico e econômico para a vida dos sujeitos |
| Abstract: | At the beginning of the 21st century, work is central to Western society. Technological advances could make us believe that humanity would achieve a more satisfying life, with comfort and abundance of resources. However, depression has been considered the disease of the century, and misery is far from being eradicated. The subject works more each day and oppresses himself. The performance society demands more efficiency, in a fast-paced, multitasking life, always looking for the best performance. The cultural imperative of the pursuit of success at any cost in the consumer society means: working, producing and accumulating things. In this scenario, a kind of voluntary slavery is born: subjects are submitted to exhausting routines, unhealthy environments, and a life of psychic dissatisfaction. In order to explain what led to this situation, this study presents concepts that define work and how it has evolved to the present day, addressing its main transformations, focusing on work relationships from the point of view of authors such as Ricardo Antunes, Christophe Dejours and Carlos Roberto de Oliveira. Seeking to understand what moves subjects to remain in this cycle of suffering, the analysis focus in the way past and current discourses contribute to a work culture that enslaves subjects through ideologies such as performance, meritocracy, and enjoyment of success, through the reflections of Sigmund Freud, Erich Fromm, Juan David Nasio and Byung-Chul Han. Some of the symptoms generated are exposed; the impacts of the contemporary social model such as servitude and deprivation of their own time by the workers are analyzed, and also how a successful career becomes an object of desire, with its inevitable consequences for the health of the body and mind. In the end, the study seeks to show that degrading work appears as a derivative of the maxims that were adopted throughout this civilizational course, but that a way out can be proposed. The transformation of the social character, through new structures and beliefs that privilege the being as a way of living, instead of having as the privileged way, based only on material achievements, will be able to change the current pattern in order to build new satisfactory ways, from the psychological and economical point of view, for the subjects’ lives |
| Palavras-chave: | Subjetividades contemporâneas Trabalho Sociedade da performance Insatisfação psíquica Modo ser de viver Contemporary subjectivities Work Performance society Psychic dissatisfaction Being as a way of living |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Pontifícia Universidade Católica de São Paulo |
| Sigla da Instituição: | PUC-SP |
| metadata.dc.publisher.department: | Faculdade de Filosofia, Comunicação, Letras e Artes |
| metadata.dc.publisher.program: | Especialização em Semiótica Psicanalítica - Clínica da Cultura |
| Citação: | Santos, Renan Peres Rêgo. Sujeito definido pelo trabalho: como o discurso da cultura promove a escravidão voluntária na sociedade do desempenho. 2022. Monografia de Especialização (Especialização em Semiótica Psicanalítica - Clínica da Cultura) - da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2022. |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/31545 |
| Data do documento: | 31-Ago-2022 |
| Aparece nas coleções: | Monografias Lato Sensu (em Processamento) |
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