Use este identificador para citar ou linkar para este item:
https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/42496| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Insubmissas mulheres negras: racismo institucional e cotidiano na escrevivência de uma servidora pública negra |
| Autor(es): | Almeida, Rosangela Araujo |
| Primeiro Orientador: | Degenszajn, Raquel Raichelis |
| Resumo: | Esta dissertação realiza um estudo sobre trajetórias, experiências e a memória coletiva como modo de aproximação da realidade crítica de um cotidiano de uma classe trabalhadora. Descrevo a história da minha família negra de migrantes nordestinos recuperando a ancestralidade familiar e nossas vivências no sudoeste do Estado da Bahia. O objetivo disso foi trazer as narrativas desses trabalhadores da zona rural contribuindo para o não apagamento epistêmico da memória de uma população negra. Essa memória foi articulada com a formação social brasileira (Moura, 2019) que após 1888 aboliu a escravatura no Brasil; entretanto, não promoveu a cidadania para todos. Por meio do acionamento da memória das mulheres negras resgatou-se e revelou-se muitos aspectos do racismo estrutural e institucional (Almeida 2019) que por meio do uso das violências e da discriminação racial consolida na nossa sociedade uma divisão racial entre os que são considerados classe inferior (negritude) e aqueles que são considerados classe superior (branquitude). Também por meio do conceito da escrevivência (Conceição Evaristo, 2020) e seus pressupostos epistemológicos apresento a minha condição de ser uma mulher negra na sociedade paulistana que é similar a tantas outras da minha raça apresentando elementos que identificam o racismo cotidiano (Grada Kilomba, 2019), um problema que intersecciona entre classe, raça e gênero. A pesquisa tem a centralidade no trabalho como categoria de análise tamanha a importância na formação da identidade, na organização da vida, na sociabilidade e relações sociais e também na dinâmica das relações de trabalho que constituem as instituições e a estrutura política, econômica e social da nossa sociedade. Apresentamos para a pesquisa de campo os resultados e análises das entrevistas narradas por servidoras públicas negras da Prefeitura de São Paulo, que como eu, vivenciam e reconhecem o racismo institucional nos espaços ocupacionais como método de dominação do sistema capitalista, dificultando as sujeitas do direito político, social de participação das relações e processos de trabalho por discriminação das suas raças. Pudemos resgatar trajetórias de violências de trabalho, a racialização provocada por estigmas e estereótipos que nos afetaram causando muito sofrimento e traumas de forma que deixaram nossos corpos segregados dentro das relações institucionais, provocando o desgaste mental que alterou o percurso de nossas vidas |
| Abstract: | This essay carries out a study on trajectories, experiences, and collective memory as a way of approaching critical reality of a working class daily life. I describe the history of my black northeastern migrant family, recovering my ancestry and experiences of people from the southwest region of the State of Bahia, workers in rural areas contributing to the epistemic erasure of the real history of a black population. This particular history was articulated with Brazilian social formation (Moura, 2019) which, after 1888, abolished slavery in Brazil, however, this did not promote citizenship for everyone. By triggering the memory of black women, many aspects of structural and institutional racism were rescued and revealed (Almeida 2019), which, through the use of prejudice and racial discrimination, consolidates in our society a racial division between who are considered lower class (blackness) and those who are considered upper class (whiteness). Also, through the concept of writing (Conceição Evaristo, 2020) and its epistemological assumptions, I present my condition being a black woman who is similar to many other black women in São Paulo society, bringing elements that identify everyday racism (Grada Kilomba, 2019) a problem that intersects between class, race and gender. The research has a central focus on work, and to this end, we present the results and analyzes of interviews narrated by black public servants from São Paulo City Hall, who, like me, experience and recognize institutional racism in occupational spaces as a method of social domination separating women, subjects of political and social rights of participation in relationships and work processes by distinction of their races. We were able to recover ourselves from those trajectories of workplace violence, the racialization caused by stigmas and stereotypes affected us, leading to a lot of suffering and trauma to the extent that left our bodies segregated within institutional relationships and caused mental exhaustion that altered the course of our lives |
| Palavras-chave: | Mulheres negras Escrevivência Racismo institucional Racismo Violências de trabalho Black women Slavery Institutional racism Racism Violence at work |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::SERVICO SOCIAL |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Pontifícia Universidade Católica de São Paulo |
| Sigla da Instituição: | PUC-SP |
| metadata.dc.publisher.department: | Faculdade de Ciências Sociais |
| metadata.dc.publisher.program: | Programa de Pós-Graduação em Serviço Social |
| Citação: | Almeida, Rosangela Araujo. Insubmissas mulheres negras: racismo institucional e cotidiano na escrevivência de uma servidora pública negra. 2024. Dissertação (Mestrado em Serviço Social) - Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2024. |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/42496 |
| Data do documento: | 13-Jun-2024 |
| Aparece nas coleções: | Programa de Pós-Graduação em Serviço Social |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| ROSANGELA ARAUJO ALMEIDA.pdf | 5,7 MB | Adobe PDF | ![]() Visualizar/Abrir |
Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.

