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https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/34262| Tipo: | Monografia de Especialização |
| Título: | Histeria e o enigma da feminilidade: uma leitura psicanalítica |
| Autor(es): | Machado, Gabriela Mendes |
| Primeiro Orientador: | Tíferes, Sandra |
| Resumo: | O estudo sobre as histéricas inaugurou a Psicanálise. Após um início de tratamento pautado em sua formação médica e nos conceitos de ab-reação e trauma, Freud abandonou a hipnose, propôs a cura pela fala e elaborou a teoria da fantasia. Embora o foco de sua obra tenha sido o estudo da sexualidade humana de uma maneira geral, o interesse pelas mulheres continuou presente. Dentre diversos textos que tratavam dessa temática, dedicou toda uma conferência à feminilidade (1933) e à tentativa de entendimento acerca do que quer a mulher. Concluiu que o tornar-se mulher era uma longa e complexa travessia, indo além de causas orgânicas e biológicas. Porém, ciente das limitações de sua teoria, deixou a cargo dos poetas a esperança de saber mais a respeito das mulheres. Lacan, cuja proposta inicial foi uma releitura da obra freudiana, também dedicou especial atenção ao tema. Ao propor uma comparação entre o caso do presidente Schreber e a questão histérica, iniciou uma série de formulações acerca do que é ser uma mulher – diferentemente de Freud, que estudou a mulher – propondo a dialética entre ser ou ter o falo, no qual a mulher se faz de falo para ser amada por um homem, para, assim, poder se tornar objeto causa de desejo. As questões que se colocam frente ao enigma da feminilidade são muitas, e dentre elas, destacamos nesse trabalho às dificuldades relacionadas à histérica em seu acesso à feminilidade. Enquanto uma mulher aceita ser objeto de desejo para um homem, a histérica recusa essa posição, pois para ela é intolerável assumir tal função de objeto. A histérica, então, identifica-se com o homem e também com a mulher para buscar na figura da outra mulher a resposta aos seus questionamentos acerca do que é uma mulher e de como é ser uma mulher amada por um homem desejante. E afinal, o que é uma mulher? Essa busca é constante e determina justamente que a mulher não é; ela torna-se, abrindo assim possibilidades infinitas de cadeias significantes que a representem e que não a definam ou limitem. |
| Abstract: | The hysterical studies inaugurated the Psychoanalysis. After an early treatment guided by a medical training, abreaction and trauma concepts, Freud abandoned hypnosis, proposed the talking cure and elaborated the fantasy theory. Although his work’s focus had been the human sexuality study in general, the interest in women’s sexuality remained always present. Among various texts dealing with this issue, devoted an entire conference to femininity (1933) and attempt to understand about woman’s desires. Concluded that become a woman was a long and complex journey, beyond organic and biological causes. However, aware his theory’s limitations, left in poet’s charge the hope of knowing more about women. Lacan, whose initial proposal was a Freudian rereading, also paid special attention to this subject. Proposed a comparison between President Schreber case and the hysterical issue, and began several formulations about what is to be a woman – unlike Freud, who studied the woman – proposing the to be or to have the phallus dialectic, in which the woman makes herself the phallus to be loved by a man, and to be able to become the desire object cause. The issues about the femininity enigma are many, and among them, we highlight in this study the difficulties related to hysterical in their access to femininity. While the woman agrees to be a man’s object desire, hysterical refusal this position because it is intolerable to assume such an object function. Then, the hysterical are able to identify herself with the man and also the woman to get other woman’s figure to answers their questions about what is a woman and how is to be a woman loved by a desiring man. And after all, what is a woman? This search is constant and determines that woman is not, she becomes, thus opening up endless possibilities signifying chains that represent her and not to define or limit. |
| Palavras-chave: | Freud Histeria Outra mulher Lacan Feminilidade Freud Hysteria Other woman Lacan Femininity |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO::FUNDAMENTOS DA EDUCACAO::PSICOLOGIA EDUCACIONAL |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Pontifícia Universidade Católica de São Paulo |
| Sigla da Instituição: | PUC-SP |
| metadata.dc.publisher.department: | Faculdade de Educação |
| metadata.dc.publisher.program: | Especialização em Psicopedagogia |
| Citação: | Machado, Gabriela Mendes. Histeria e o enigma da feminilidade: uma leitura psicanalítica. 2014. Monografia de Especialização (Especialização em Psicopedagogia) - Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2014. |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/34262 |
| Data do documento: | 14-Jan-2014 |
| Aparece nas coleções: | Monografias Lato Sensu (em Processamento) |
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