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https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/4488Registro completo de metadados
| Campo DC | Valor | Idioma |
|---|---|---|
| dc.creator | Santos, Marcelo | - |
| dc.creator.Lattes | http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4735066U8 | por |
| dc.contributor.advisor1 | Santaella, Lucia | - |
| dc.date.accessioned | 2016-04-26T18:12:47Z | - |
| dc.date.available | 2013-01-28 | - |
| dc.date.issued | 2012-11-05 | - |
| dc.identifier.citation | Santos, Marcelo. A linguagem gráfica de quem não vê: imagens, diagramas e metáforas. 2012. 156 f. Tese (Doutorado em Comunicação) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2012. | por |
| dc.identifier.uri | https://tede2.pucsp.br/handle/handle/4488 | - |
| dc.description.resumo | Estudos desenvolvidos nos últimos anos demonstram que pessoas portadoras de cegueira ― congênita, inclusive ― conseguem se expressar por meio de desenhos em contorno. Tais desenhos, para espanto de alguns, são bastante similares àqueles realizados por videntes. Mesmo construções tomadas como exclusivamente visuais, a exemplo da perspectiva, podem ser produzidas e entendidas por cegos. Isto acontece porque as linhas são capazes de representar quinas e bordas, descontinuidades espaciais captadas de modo análogo pelos sistemas háptico e visual, e necessárias à percepção de objetos e grupos de objetos. Se cegos e dotados de visão compreendem e representam graficamente o espaço de maneira semelhante, não parece absurdo sugerir que muitos dos princípios tomados como fundadores da comunicação visual sejam, em verdade, oriundos das qualidades espaciais elas mesmas. Baseada nessa premissa, a pesquisa aqui apresentada discute, exatamente, em qual medida tato e visão provêm dados similares ao sistema cognitivo. Perguntamo-nos, ainda, se é possível pensar um modelo de linguagem gráfica acessível, ao mesmo tempo, a videntes e portadores de deficiência visual. Para tanto, inicialmente, fizemos revisão crítica das principais teorias empregadas na explicação do poder comunicativo das figuras. Sobremaneira, aquelas desenvolvidas durante o século XX, a saber: Gestalt, Ecologia, Simbolismo e Semiótica. Diante da constatação de que as citadas abordagens ficaram presas à oposição entre linguagem arbitrária e linguagem natural (priorizando sempre algum destes polos), uma nova disciplina, formulada a partir da filosofia peirceana, foi cunhada. Na segunda parte da pesquisa, cinco sujeitos cegos foram convidados a desenhar um objeto (imagem), um mapa (diagrama) e uma música (metáfora). Então, os deficientes visuais foram munidos de equipamento para produção gráfica. Especialmente fabricada para cegos, a ferramenta auxilia a criação de desenhos em relevo ― acessíveis ao tato, portanto. A análise dos materiais resultantes do citado experimento, por meio do aporte teórico desenvolvido, parece referendar a tese supracitada: ao que chamamos comunicação visual corresponde, em grande medida, propriedades espaciais per se, também perceptíveis através do aparato háptico. O desenvolvimento de linguagem gráfica tátil-visual, interface entre cegos e videntes, é, pois, algo factível | por |
| dc.description.abstract | Estudos desenvolvidos nos últimos anos demonstram que pessoas portadoras de cegueira ― congênita, inclusive ― conseguem se expressar por meio de desenhos em contorno. Tais desenhos, para espanto de alguns, são bastante similares àqueles realizados por videntes. Mesmo construções tomadas como exclusivamente visuais, a exemplo da perspectiva, podem ser produzidas e entendidas por cegos. Isto acontece porque as linhas são capazes de representar quinas e bordas, descontinuidades espaciais captadas de modo análogo pelos sistemas háptico e visual, e necessárias à percepção de objetos e grupos de objetos. Se cegos e dotados de visão compreendem e representam graficamente o espaço de maneira semelhante, não parece absurdo sugerir que muitos dos princípios tomados como fundadores da comunicação visual sejam, em verdade, oriundos das qualidades espaciais elas mesmas. Baseada nessa premissa, a pesquisa aqui apresentada discute, exatamente, em qual medida tato e visão provêm dados similares ao sistema cognitivo. Perguntamo-nos, ainda, se é possível pensar um modelo de linguagem gráfica acessível, ao mesmo tempo, a videntes e portadores de deficiência visual. Para tanto, inicialmente, fizemos revisão crítica das principais teorias empregadas na explicação do poder comunicativo das figuras. Sobremaneira, aquelas desenvolvidas durante o século XX, a saber: Gestalt, Ecologia, Simbolismo e Semiótica. Diante da constatação de que as citadas abordagens ficaram presas à oposição entre linguagem arbitrária e linguagem natural (priorizando sempre algum destes polos), uma nova disciplina, formulada a partir da filosofia peirceana, foi cunhada. Na segunda parte da pesquisa, cinco sujeitos cegos foram convidados a desenhar um objeto (imagem), um mapa (diagrama) e uma música (metáfora). Então, os deficientes visuais foram munidos de equipamento para produção gráfica. Especialmente fabricada para cegos, a ferramenta auxilia a criação de desenhos em relevo ― acessíveis ao tato, portanto. A análise dos materiais resultantes do citado experimento, por meio do aporte teórico desenvolvido, parece referendar a tese supracitada: ao que chamamos comunicação visual corresponde, em grande medida, propriedades espaciais per se, também perceptíveis através do aparato háptico. O desenvolvimento de linguagem gráfica tátil-visual, interface entre cegos e videntes, é, pois, algo factível | eng |
| dc.description.sponsorship | Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo | - |
| dc.format | application/pdf | por |
| dc.thumbnail.url | http://tede2.pucsp.br/tede/retrieve/13248/Marcelo%20Santos.pdf.jpg | * |
| dc.language | por | por |
| dc.publisher | Pontifícia Universidade Católica de São Paulo | por |
| dc.publisher.department | Comunicação | por |
| dc.publisher.country | BR | por |
| dc.publisher.initials | PUC-SP | por |
| dc.publisher.program | Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica | por |
| dc.rights | Acesso Restrito | por |
| dc.subject | Linguagem gráfica | por |
| dc.subject | Desenho em contorno | por |
| dc.subject | Cegueira | por |
| dc.subject | Comunicação visual | por |
| dc.subject | Comunicação tátil | por |
| dc.subject | Filosofia peirceana | por |
| dc.subject.cnpq | CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::COMUNICACAO | por |
| dc.title | A linguagem gráfica de quem não vê: imagens, diagramas e metáforas | por |
| dc.type | Tese | por |
| Aparece nas coleções: | Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica | |
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| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| Marcelo Santos.pdf Restricted Access | 818,32 kB | Adobe PDF | ![]() Visualizar/Abrir |
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