REPOSITORIO PUCSP Teses e Dissertações dos Programas de Pós-Graduação da PUC-SP Programa de Pós-Graduação em História
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dc.creatorAnjos, Máyra Larissa-
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/3957017589456050pt_BR
dc.contributor.advisor1Vieira, Vera Lucia-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5274413688512181pt_BR
dc.date.accessioned2023-11-09T21:44:47Z-
dc.date.available2023-11-09T21:44:47Z-
dc.date.issued2023-09-19-
dc.identifier.citationAnjos, Máyra Larissa. O eu e o outro no espelho da infância ancestral: o romance mexicano Balún-Canán (1957) de Rosario Castellanos (1925-1974). 2023. Dissertação (Mestrado em História) - Programa de Estudos Pós-Graduados em História da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2023.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/39952-
dc.description.resumoEste trabalho parte da análise da hermenêutica para investigar o romance mexicano Balún-Canán (1957), da escritora Rosario Castellanos (1925-1974). Pesquisa-se o que em Balún-Canán orienta para a reflexão da concretude daquele período e o que está presente em suas linhas ficcionais que permite jogar luz sobre as ruínas do passado. A pesquisa parte das seguintes proposições: ao pensar a própria identidade Rosario Castellanos pôde alcançar aspectos da sociedade mexicana em que viveu? O enredo de seu romance revela inquietações que atravessavam não apenas a escritora, mas, também, intelectuais e artistas que se percebiam diante da complexidade da composição cultural do continente latino-americano levando em consideração a violência do passado colonial? A partir das categorias extraídas do romance realizam-se análises acerca da experiência social das mulheres e da população Maya Tzeltal, sua cosmovisão, as dimensões da linguagem e da memória para tal povo. Discute-se a literatura no México e no América Latina, a estética adotada por escritores do chamado realismo mágico e reflete-se sobre o termo real maravilhoso dadas as condições concretas que emergem da trajetória histórica e política do continente latino-americano. Resgata-se a trajetória da produção de Castellanos circunscrevendo-a no contexto político da época, das contradições no interior do regime presidencialista que se inicia como resultado da Revolução Mexicana (1910); e examina-se como as determinações históricas da América Latina foram percebidas por Castellanos. Uma das questões centrais do trabalho é a identidade, estuda-se a visão do eu e do outro, sob a investigação do contexto social do período em que Castellanos escreve e como tais reflexões a conduziram a uma atuação política fundamentada na literatura. Observou-se que Rosario Castellanos utilizou a escrita como arma para mudanças sociais. A pesquisa conclui que ao criar o romance Balún-Canán, Castellanos deixou registrado não apenas suas concepções sobre a vida, o México e a sociedade, como também aspectos que apontam para a presença da cosmovisão Maya no México, sobretudo na região de Chiapas, e como compuseram a originalidade da literatura mexicana da segunda metade do século XX. Conclui-se que o movimento de repensar a literatura latino-americana a partir da problemática do eu e do outro orientou a escrita de diferentes autores em diferentes países do continente, e as culturas originárias serviram como fio condutor para o que ficou conhecido como realismo mágico, aqui compreendido como uma literatura do real maravilhoso, pois tal conceito leva em consideração que o elemento mágico da literatura escrita aqui, a partir do século XX, emerge do próprio solo latino-americano e de suas determinações sociais, não podendo ser visto como exatamente igual à literatura do mágico em outras partes do mundopt_BR
dc.description.abstractEste trabajo parte del análisis de la hermenéutica para investigar la novela mexicana "Balún-Canán" (1957), de la escritora Rosario Castellanos (1925-1974). Se investiga qué elementos en Balún-Canán orientan hacia la reflexión de la concreción de aquel período y qué está presente en sus líneas ficticias que permite arrojar luz sobre las ruinas del pasado. La investigación parte de las siguientes proposiciones: ¿al pensar en su propia identidad, Rosario Castellanos pudo alcanzar aspectos de la sociedad mexicana en la que vivió? ¿El argumento de su novela revela inquietudes que afectaban no solo a la escritora, sino también a intelectuales y artistas que se encontraban frente a la complejidad de la composición cultural del continente latinoamericano, considerando la violencia del pasado colonial? A partir de las categorías extraídas de la novela, se realizan análisis sobre la experiencia social de las mujeres y de la población Maya Tzeltal, su cosmovisión, las dimensiones del lenguaje y la memoria para dicho pueblo. Se discute la literatura en México y en América Latina, la estética adoptada por escritores del llamado realismo mágico, y se reflexiona sobre el término "real maravilloso" dado las condiciones concretas que emergen de la trayectoria histórica y política del continente latinoamericano. Se rescata la trayectoria de la producción de Castellanos, situándola en el contexto político de la época, las contradicciones dentro del régimen presidencialista que surge como resultado de la Revolución Mexicana (1910); y se examina cómo las determinaciones históricas de América Latina fueron percibidas por Castellanos. Una de las cuestiones centrales del trabajo es la identidad, se estudia la visión del yo y del otro, bajo la investigación del contexto social del período en que Castellanos escribió y cómo tales reflexiones la llevaron a una actuación política fundamentada en la literatura. Se observa que Rosario Castellanos utilizó la escritura como arma para cambios sociales. La investigación concluye que al crear la novela BalúnCanán, Castellanos dejó registrado no solo sus concepciones sobre la vida, México y la sociedad, sino también aspectos que señalan la presencia de la cosmovisión Maya en México, especialmente en la región de Chiapas, y cómo conformaron la originalidad de la literatura mexicana de la segunda mitad del siglo XX. Se concluye que el movimiento de repensar la literatura latinoamericana a partir de la problemática del yo y del otro orientó la escritura de diferentes autores en diferentes países del continente, y las culturas originarias sirvieron como hilo conductor para lo que se conoció como realismo mágico, aquí comprendido como una literatura del real maravilloso, pues tal concepto considera que el elemento mágico de la literatura escrita aquí, a partir del siglo XX, emerge del propio suelo latinoamericano y de sus determinaciones sociales, no pudiendo ser visto como exactamente igual a la literatura de lo mágico en otras partes del mundoen_US
dc.description.sponsorshipConselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPqpt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherPontifícia Universidade Católica de São Paulopt_BR
dc.publisher.departmentFaculdade de Ciências Sociaispt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.initialsPUC-SPpt_BR
dc.publisher.programPrograma de Estudos Pós-Graduados em Históriapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectChiapaspt_BR
dc.subjectMaya Tzeltalpt_BR
dc.subjectReal Maravilhosopt_BR
dc.subjectRosario castellanospt_BR
dc.subjectLázaro Cárdenaspt_BR
dc.subjectChiapasen_US
dc.subjectMaya Tzeltalen_US
dc.subjectReal maravillosoen_US
dc.subjectRosario Castellanosen_US
dc.subjectLázaro Cárdenasen_US
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIApt_BR
dc.titleO eu e o outro no espelho da infância ancestral: o romance mexicano Balún-Canán (1957) de Rosario Castellanos (1925-1974)pt_BR
dc.title.alternativeEl otro y yo en el espejo de la infância: o eu e o outro no espelho da infancia ancestral: la novela mexicana Balún-Canán (1957) de Rosario Castellanos (1925-1974)en_US
dc.typeDissertaçãopt_BR
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