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https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/29913| Tipo: | Monografia de Especialização |
| Título: | O hilário e o valério do discurso: uma análise a partir da linguística e da psicanálise sobre um caso clínico de psicose |
| Autor(es): | Yaekashi, Paulo Henrique |
| Primeiro Orientador: | Montoto, Claudio César |
| Resumo: | O presente trabalho possui como proposta inicial analisar através de diferentes pontos de vista, um caso clínico de psicose atendido entre os anos de 2004 e 2008, mais especificamente, pretende-se analisar as cartas enviadas pela paciente ao analista durante os anos de 2004 e 2005. Toma-se como referencial teórico as manifestações de diversas abordagens, ou linhas de raciocínio sobre o tema, assim inicia-se através de Michel Foucault (2004) um levantamento sobre as medidas em que a loucura foi tratada ao longo da história, até o momento em que a medicina se faz valer enquanto saber sobre a loucura. Neste sentido, abordaremos as classificações vigentes sobre o transtorno mental, denominada aqui como psicose, do ponto de vista da psiquiatria, através de Harold I. Kaplan (1998) e seu Manual de Psiquiatria Clínica que toma como base a quarta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV), da American Psychiatric Association e, ainda contamos com o auxílio da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10), oferecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS, 2003). Através desta consulta, nos detemos um pouco mais sobre as esquizofrenias, enfatizando tipos, etiologias, tratamentos, e procurando estabelecer os critérios utilizados numa anamnese para se chegar ao diagnóstico de um transtorno mental. Contrapondo o modelo psiquiátrico partiremos para uma abordagem psicanalítica sobre a psicose, para tanto, faremos um resgate da literatura freudiana (1894a; 1894b; 1911; 1924[1923]; 1924) sobre a psicose e depois seguiremos outros autores (AULAGNIER, 1991; CALLIGARIS, 1989; JULIEN, 2002; KATZ, 1991; LECLAIRE, 1991a e 1991b; LIBERMAN, 1983; NASIO, 2001; QUINET, 2006; SOLER, 2007), psicanalistas que a exemplo de Jacques Lacan (1998; 1999; 2002; 2008a; 2008b) discursaram sobre a psicose. Por se tratar de uma análise discursiva textual contamos com a colaboração da linguística, através das teorias sobre o signo de Ferdinand de Saussure (2006), denominada Semiologia, e da Semiótica de Charles S. Peirce, com o auxílio de J. Teixeira Coelho Netto (1980), Lucia Santaella (1983), Neiva Pitta Kadota (2004) e Castelar de Carvalho (1997). Ainda sobre a linguística, utilizaremos as teorias de Roman Jakobson (1989) para analisar os aspectos e as funções da linguagem e da comunicação, para só então avançarmos com a Análise de Discurso, assim como propõe Eni P. Orlandi (2012) e a ordem do discurso apresentada por Foucault (2006). Novamente com Foucault (1992) partiremos de sua questão sobre a função autor e suas contribuições para a presente análise. Enquanto metodologia, este trabalho é melhor definido sob os parâmetros da pesquisa documental qualitativa. A análise do caso clínico consiste na articulação entre as teorias psicanalíticas, da linguística e a análise de discurso sobre as cartas que a paciente enviou no período de férias do ano letivo de 2004 e continuou até o final de 2005. Sabe-se que há linguagem na psicose, mas há também psicose na linguagem? Esta questão serviu de base para o diálogo entre as teorias buscando aquilo que há de mais legível no delírio, ou seja, a essência do sujeito. Conclui-se com isto que a questão atual da falta de razão da loucura, é fruto de uma orientação de saber classificatório da psiquiatria que toma a psicose como uma doença. Para a psicanálise, a psicose é uma vicissitude do sujeito, uma estrutura assim como é a neurose obsessiva ou a histeria, por exemplo. A clínica das psicoses vai ouvir no delírio a articulação que o sujeito realiza com o Outro fazendo retornar no real o que ficou de fora do simbólico. Nesse sentido pode-se dizer que há psicose na linguagem, uma vez que o discurso delirante revela a estrutura do sujeito tomado, possuído pela linguagem. O ponto de estabilização para esta cadeia de significantes a céu aberto da psicose pode surgir através do compartilhamento do delírio, através da relação transferencial entre paciente e analista e ainda na possibilidade textual que reforça a noção de autoria defendida por Foucault (1992) e Orlandi (2012), função, aliás, encontrada por Daniel P. Schreber, James Joyce e muitos outros que através da escrita criaram uma metáfora de suplência, um ponto de basta no deslizamento do significado sob o significante |
| Palavras-chave: | Psicanálise Linguística Análise de discurso Psicose |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Pontifícia Universidade Católica de São Paulo |
| Sigla da Instituição: | PUC-SP |
| metadata.dc.publisher.department: | Faculdade de Filosofia, Comunicação, Letras e Artes |
| metadata.dc.publisher.program: | Especialização em Semiótica Psicanalítica - Clínica da Cultura |
| Citação: | Yaekashi, Paulo Henrique. O hilário e o valério do discurso: uma análise a partir da linguística e da psicanálise sobre um caso clínico de psicose. 2013. Monografia de Especialização (Especialização em Semiótica Psicanalítica - Clínica da Cultura) - Faculdade de Filosofia, Comunicação, Letras e Artes da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2013. |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/29913 |
| Data do documento: | 26-Jul-2013 |
| Aparece nas coleções: | Monografias Lato Sensu (em Processamento) |
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